Hedpo Azevedo é professor de Inglês, Língua Portuguesa e Literatura, formou-se, aos 20 anos, em Letras pela UNESP de Assis, cidade onde resi...

Favoritos: Hedpo Azevedo


Hedpo Azevedo é professor de Inglês, Língua Portuguesa e Literatura, formou-se, aos 20 anos, em Letras pela UNESP de Assis, cidade onde reside e depois especializou-se em Educação, Ética, Valores e Cidadania pela USP de Bauru, ambas no estado de São Paulo. Também coordenador de projetos culturais, possui experiência com direção e roteiros de teatro. Integra outras recentes antologias de gêneros variados e considera a escrita uma libertação e um grito da alma. É apaixonado por estudos da linguagem, semiótica e cultura pop.


1. Livro favorito:
R: O Livro das Mentiras, do autor Brad Meltzer! Como eu gosto muito de herois, esse livro me encantou na primeira vez que o li. Ele é uma romance que traz alguns fatos históricos, como o criador e a criação da personagem SuperMan e até personagens bíblicas, tudo girando ao redor de um momento da vida de um jovem que, de repente, se vê às voltas com organizações criminosas em função de uma arma rara e perdida e que guardaria o segredo para a imortalidade. Para quem gosta de ação e suspense, é imperdível! Uma narrativa incrível e que usa, inclusive, trechos de HQs como pistas!

2. O que mais gosta de escrever sobre:
R: Eu gosto muito de drama, teatro. Meu texto já foi bem experimentado na comédia e eu fiquei bem contente com o resultado. Comédia de costumes, principalmente. Mas sinto que na prosa, no romance, há uma necessidade maior de observação, de expiação, de introspecção para o retrato e eu também gosto disso. Foi daí que surgiu o mote para "E se eu disser que te amo?". Tentar organizar as ideias no papel, contando aquilo que não fazia muito sentido na realidade não é fácil, mas altamente inspirador.


3. Escreve ouvindo música? Qual tipo?
R: Às vezes sim, às vezes não!... Mas ela é latente na minha vida!... Houve músicas que me lembraram momentos da história e que, hoje, são totalmente indissociáveis quando penso nas personagens e no que aconteceu com elas. Esse livro foi escrito primeiro pelo começo, depois o fim e por último o meio e, nesse contexto, algumas músicas colavam nos retratos de uma forma absurda!... Mas é aquilo que dizem, quando se ama, todas as músicas são para a gente, 'né'?!... Eu AMO MPB em geral, ouço de tudo… Mas "A noite", da Tiê, percebi depois que era meu livro musicado. Engraçado como o amor é universal. Tem uma playlist no meu canal do YouTube com as músicas que acho que mais se relacionam com o livro. Apreciem, tem até Sandy e Junior, meus artistas de ouro da vida, e não é A Lenda, juro! (leitores/entendedores entenderão!) Espero que gostem!



4. Há filmes e séries que inspiram você na hora de elaborar uma história?
R: TUDO serve de inspiração! Desde os clássicos até aqueles mais alternativos. Mas me lembro de ter assistido, quando o livro já estava na fase de revisão, a uma cena da série Sex Education em que a personagem Oatis, fala para uma garoto em momentos finais da temporada: "Talvez o amor não tenha nada a ver com Lua e estrelas e todas essas coisas!... Talvez o amor só tenha mesmo a ver com sorte." Falo exatamente isso no livro!

5. Qual seu escritor(a) favorito(a)?
R: Difícil falar em um autor favorito quando se aprecia tanto a leitura!... Mas eu amos os sonetos e as peças, claro, de Shakespeare!... A ousadia romântica de Camilo Castelo Branco também me enchem os olhos em Amor de Perdição… Me identifico muito com o amor fatalista ultrarromântico byroniano!... Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Machadinho, pelos seus "retratos e recortes", cada um do seu jeito, do homem e dos seus arredores, são meus brasileiros do coração! E não tem nem como ser diferente!

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